quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nunca passa, mas quase passa todos os dias....

 
É difícil preencher uma página discorrendo sobre física, quimica, matemática... E essas são as ciências exatas. Agora  para completar espaços falando sobre o amor,  faltam linhas.
Tudo o que a menina andava fazendo , vivendo, dessa vez ela não queria que ele soubesse. Ela já não era a mesma, há  alguns dias. No início estava  triste, desanimanda, desconsalada. Nos primeiros dias suportou a dor como nunca antes tinha sentido: Tão forte. E ela quase não resistiu. 
Nos dias seguintes deu continuidade a sua vida. Tentava não pensar nele. Não lembrar as situações vividas com ele. Não ter tempo para viver as lembranças dele. Mas ela não conseguia. Todas as vezes que queria afugentar essas recordações, elas vinham mais fortes e cada vez mais intensas. E ela queria se libertar disso. Ela não queria mais sofrer por amor, por causa do amor, nem tão pouco por ele.  Foi quando chegou a conclusão que tinha que viver aquela dor, aquelas lembranças, que não podia reprimir essas emoções.  E ela começou a viver cada uma, em cada minuto que parecia  a eternidade.
Ela lembrou de todas as coisas boas que ele trouxe. Mas ela lembrou principalmente do que foi ruim.
Ela não reprimiu seu cíume. Dele. Dela. Deles, delas. E percebeu que esse sentimento tão possessivo, era o que vinha lhe deixando mal. Vencer o cíume? Aprender a controlar a insegurança? Não! A menina sabia que não conseguiria isso. Era mais forte que ela. Ela sabia que sempre existiriam situações onde seria confrontada novamente com esses medos, e aí começaria tudo outra vez... E ela não aguentava sofrer. Não mais.
Talvez ele esteja pensando que ela foi covarde em se afastar. Em evitá-lo. Em desistir do sentimento que eles tentaram construir. Mas não. Ela quis mais do que tudo viver o AMOR. E o  amor para ela, só viria através dele. Seria fortalecido dia após dia com ele. Ele era TUDO para ela.  E ela se prendeu a isso por muito tempo. Todas as vezes que ela tentou fugir, era apenas uma tentativa de que a partir dali fosse diferente. Que eles recomeçassem... Que eles remassem... Reamassem...  E foram várias as tentativas frustradas. Estando em sua vida, eles nunca seriam felizes. Não como antes.
Mas sempre chega um dia que se aprende. Que a vida ensina. E ‘esfrega na cara’, o que  não se consegue enxergar. Foi aí que ela entendeu. Primeiro a viver e suportar suas dores. Não escondê-las ou mascará-las. E depois a dar seguimento ao fluxo natural da vida... Com as perdas e encontros, que assim como as estações sempre se repetem...

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